As figuras de linguagem são recursos que utilizamos na escrita para intensificar as expressões e mensagens. Qual outro nome daria ao "braço da cadeira"? Eu não imagino nenhum outro... Ou a cabeça de alho, boca do fogão, céu da boca... É estranho, não é mesmo? Você imagina nomes horrendos mais não consegue um que melhor identifique estes objetos.
Pois bem, você sabia que todos estes nomes fazem parte de uma figura de linguagem? Ela é chamada de catacrese. A catacrese surgiu justamente devido a falta de termos para especificar alguns objetos, foi, enfim, um "empréstimo" de um termo para designar algo que não possuía nome, literalmente.
Outra figura de linguagem bastante conhecida e que utilizamos bastante no nosso dia-a-dia é a antonomásia, esta é a figura de linguagem que substituímos o nome correto por algum outro que nos remeta a maior facilidade. Exemplo de antonomásia é a expressão: "Cidade Maravilhosa", onde nos remetamos a cidade do Rio de Janeiro; ou "Cidade das Mangueiras"para nos referir à Belém-PA..
Mais uma figura de linguagem bastante conhecida (ou não rs) é a metonímia que é a figura de linguagem que substitui um termo por outro, havendo entre estes termos alguma semelhança.
* Autor pela obra: Gosto de Fernando Pessoa (na verdade, a pessoa gosta de ler as obras de Fernando Pessoa, assim substituiu o autor pela obra);
* Marca pelo produto: Estou bebendo coca-cola (na verdade, a pessoa está bebendo refrigerante, que é da marca coca-cola);
* Parte pelo todo: Este auditório está repleto de cabeças (na verdade, o auditório está repleto de pessoas, que está sendo substituída por uma parte do corpo, neste caso, a cabeça)
Nota-se que na metonímia existe uma semelhança entre os termos substituídos.
A sinestesia é a mais saborosa das figuras de linguagem. Ela é a união de vários sentidos em uma só expressão ou texto. Traduzindo, é a mistura do tato, paladar, audição, visão e olfato. Eu amo a sinestesia, os melhores poemas estão recheados de sensações, e acreditem: apenas quem sente a sinestesia, sente o verdadeiro gosto da poesia.
Na frase: "A luz crua da madrugada invadia meu quarto." Você consegue identificar a sinestesia? É simples, quando o autor diz "a luz" ele nos remete a visão, onde podemos enxergar a luz... Quando diz "crua" nos dá ideia de sabor, sentir o gosto... Ou seja, Ele sentiu o gosto da luz que invadia seu quarto na madrugada...
Para finalizar nossa aulinha de hoje, vamos falar da metáfora, que é a mãe de todas as figuras de linguagem. Ela é bastante confundida com a metonímia, pois também a substituição de um termo por outro. A diferença entre elas é que, na metonímia, como já dito, essa substituição é feita com alguma semelhança entre os termos. Na metáfora existe algo mais complexo e "sem sentido", a verdade é que fica algo subentendido no texto. Toda metáfora é uma comparação, onde fica ao implícito.
Exemplo: As luzes brilhantes olhavam-me (existe uma comparação implícita entre os olhos de alguém e sua intensidade luminosa, ou seja, brilho)
Próxima aulinha eu explico as outras figuras de linguagem. São muitas e vou precisar de uns três posts.
Beijo = *

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